Experimentar o autocaravanismo… a nossa visão – parte I

16/06/2017

 

Há muitos anos, ainda antes de termos filhos, que falávamos em comprar uma autocaravana.

Confesso que a ideia, que era do António, nunca me atraiu.

Sempre falámos em comprar.

Por um lado, não estávamos sensíveis para o aluguer, há sempre o sentimento de posse.

Por outro lado, trata-se de um investimento enorme, para ficarmos com a autocaravana parqueada durante 11 meses e 2 semanas, em cada ano, sendo que os custos com a desvalorização, manutenção, impostos, seguros, etc, não param só porque não a usamos.

Até que um dia, precisámos de um alojamento, em determinado evento, e não encontramos nada disponível.

Partimos para o aluguer de uma autocaravana.

Foi o início de tudo.

A experiência foi tão gratificante, trouxe-nos tanto conforto e liberdade naquela situação em particular, que decidimos repetir, num contexto mais descontraído, em férias.

Durante alguns anos, alugámos e fizemos férias a dois e com as crianças.

Fomos ganhando prática, em tudo: nas questão da bagagem, das refeições, na forma de ocupar o tempo, em manter as crianças divertidas, em escolher os locais mais interessantes, planear férias consoante o tempo disponível, consoante o tempo que se faz sentir (sim, férias com frio e chuva também são divertidas!).

E, sobretudo, ganhámos prática em furar os planos que fizemos e deixarmos-nos partir à aventura!

Nessa altura, quando o autocaravanismo deixou de ter segredos (mas continua a ter surpresas!) , decidimos comprar a nossa própria autocaravana.

Procurámos uma capuccine, porque é a que melhor satisfaz as nossas necessidades.

Como não encontramos nenhuma bonita o suficiente, metemos mãos à obra e fizemos uma transformação de fundo na McLouis que encontrámos, cheia de potencial, mas muito maltratada (em termos de estética), triste e feia…

Tem uma cama de casal e 2 beliches, não esquecendo uma casa de banho confortável e uma cozinha com tudo o que precisamos para umas férias. Mais 2 mesas que servem para refeições, para trabalho, para brincar…

Só não temos TV. E foi uma decisão ponderada. O que ganhamos em família sem televisão é impagável!!

Desenvolvemos estratégias para ocupar todo o tempo de 2 crianças pequenas que se podem cansar.

Temos imensa arrumação, o que nos permite ir carregados com jogos de tabuleiro/mesa, cartas, legos e playmobils…

E aprendemos com uma querida cliente, a Liselot, a fazer um jornal de viagens.

Temos um caderno onde relatamos tudo o que fazemos em família: os sítios onde vamos, o que mais gostámos, onde comemos e o quê, o que fizemos… e fazemos desenhos.

Como todos contribuímos, é mais uma actividade em família!

 

E porque temos empregos, escola, casa, enfim, obrigações, a nossa Molly tem mesmo que ficar parada.

E decidimos partilhá-la convosco nos períodos em que não podemos desfrutar dela.

Esperamos que sejam tão felizes com a Molly como nós!!!

 

 

Deixo-vos  algumas fotos da transformação da Molly:

 

 

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